sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Despertar de um Horror


Ano de 1230

Minha Mestra:

Estou desesperada de medo! Apenas tu podes me dizer o que fazer.

Desde que me ordenastes, monto guarda no sarcófago de Tiamat, vigilante e preparada. Mas as coisas estão fora de controle minha ama, eu diria que aconteceu um desastre.
Tudo corria como o planejado. Os Sanjayans entraram sem problemas no território da Bretanha e os aliados deles que aqui estão, aguardam calmamente a chegada de seu lider a Londres.
Mas parece que um incauto lacaio foi pego, e levado pelas forças de Mitrhas até a catedral de St. paul. isso não deveria ter acontecido e creio ter o dedo sujo daquela bruxa nisso. Agora não sabemos exatamente o que Mithras sabe e o que não sabe. Se está preparado para os acontecimentos ou não.
Um ponto positivo, porém, é que tenho quase certeza de que ele acredita ser o alvo de um ataque direto e isso está fazendo com que ele aja. As estradas na saída e entrada de Londres estão cheias de Lacaios patrulhando enquanto os ciganos estúpidos pagam com as próprias vidas por algo que nem sabem que está acontecendo.
Porém alguma coisa fez com que nosso alvo despertasse mais cedo do que o planejado, minha mestra! Sabemos que a espada segue sua criadora, e está trazendo sanjaya direto ao covil de Tiamat. No enatanto, a velha bruxa está disperta. Sim! ela está ativa em sua tumba, mas fraca demais para se movimentar. Até quando eu não sei. Mas, ainda não se trata dela. Nosso alvo despertou, pude sentir como um soco no estômago. Algo tirou Vedharta de seu refugio e o Antigo agora anda pela noite e é questão de tempo até chegar a sua prole mais velha! Será que foi ela quem o invocou? estou confusa e apavorada demais para pensar com a lógica. Neste momento a lua se torna avermelhada, e todos sabemos o que isto significa.
Por favor minha mestra! Rogo por teu auxilio! Não suporto mais tanto medo!

Aguardando por vossa misericórdia, sua serva

Liliel


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Diante dos Olhos


Alguns sentiram os tremores a milhas de distância da Catedral de St Paul. Outros se esconderam debaixo das cobertas acometidos por um medo irracional. A Verdade é que o Deus na Terra estava furioso como não ficava há alguns séculos.
Como é possível que sua prole mais antiga pudesse trai-lo assim debaixo de seu próprio nariz? Como ele se livrou de séculos de laços de sangue e lealdade recompensada? Será que três baronatos para si e outro para sua prole não eram suficientes? Que tamanha ganância se apoderou assim de Stefanos a ponto de conspirar contra seu senhor e mestre de forma tão baixa e arrogante?
Mithras agora sabe que nem o passar dos séculos são capazes de evitar que a maldição cainita corrompa e nuble a mente dos mais velhos.
Mal despertou na noite seguinte e o matusalém ordenou a seus lacaios mais próximos que enviassem cartas a seu círculo interno. Trata-se de um grupo de Barões e Servos que o acompanham há séculos e que até o presente momento nunca falharam nas crises mais agudas. seria o momento de traçar uma emboscada para os conspiradores, algo tão violento e incontestável que os outros matusaléns ao redor do Mundo pensariam duas vezes antes de direcionar seus olhos para a Bretanha.
Lady Diolinda Figarus, Baroneza de St Andrews, Lord  Juan Blackside, Barão de Dublin, Lurd Vurghen Blackside, Barão de Albertawe, Anack, seu fiel guarda-costas Assamita e agora, substituindo Stefanos, sua Querida Lady Leona, Baronesa de Canterbury.
Esta noite o destino do Baronato será novamente traçado. E será ainda mais Glorioso. nem que seja necessário abdicar de sua divindade para trazer o inferno sobre seus inimigos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Reforços


Ano de 1230, Vulcovar

Minha Querida Mãe:

Venho por meio desta avisá-la que recebi vossa carta e prontamente estou enviando a ti o que me pediste e fazendo minha mudança para Zagreb, como ordenaste.
Como ainda deve receber a carta de Sir Félix, apenas adianto que ele seguirá para Londres com a fada e a setita que requisitaste. 
Eireen veio a mim tão logo recebeu vossa carta e me apresentou a bela Lilliane Bardakci. Disse que sua prole é versada nas artes da política e da espionagem, além de ser talentosa em todas as artes da sedução e manipulação. Ela imagina que se tu precisas de uma setita, deve ser, certamente com essas caractarísticas. Diz também que aguarda ansiosa por relatórios sobre o comportamento e o desempenho de sua criança.
Já a fada, trata-se da indicação de um velho amigo que fiz durante aqueles fatídicos anos em busca do Reino das Fadas. Segundo esse meu aliado, o guerreiro que mandarei para ti minha mãe, é um legítimo defensor dos códigos da cavalaria, um guerreiro honrado e conhecido entre os seus como caçador de monstros. No entanto, o código de cavalaria das fadas é um tanto deturpado, mas imagino que seja muito próximo daquele que minha mãe considere ideal.Dentro dos parâmetros faéricos, acredito que foi o melhor que pude arranjar. Seu nome é Sir Beomyr Frozenbigtoe e caso ele se apresente em sua forma faérica, o reconhecerá por um diminuto anão de barbas brancas e cabeça lustrosa, sem cabelos. Ele possui o reconhecimento dos dele como um cavaleiro, então sugiro que minha mãe o reconheça desta forma. Isso facilitará as coisas.
Por fim, desejo toda a sorte do mundo e me coloco a disposição para qualquer outra tarefa minha querida mãe. Ficarei ao lado de Lord Sebastjan e darei minha vida por ele se necessário.

Morta de saudades. Sua Filha

Gaal

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pilar de Resistência



Ano de 1230, Vulcovar

Minha Querida Filha Mihaela Mac.

Serei breve nesta carta. Sabes que não tenho o hábito de fazer muitos rodeios e vou sempre direto ao assunto. Creio ser esta uma de minhas qualidades da qual goste mais.
Sei do ocorrido no Castelo de Dálmata e sinceramente me compadeci do "jovem" Sebastjan. Os malditos ladrões esperaram apenas a saída de Lady Leona e sua comitiva para colocarem seus planos em prática. Mas felizmente ninguém foi destruido e acredito eu que aquilo que foi roubado pode ser recuperado.
O que venho lhe dizer nesta carta no entanto são duas coisas. A primeira: Receberei em Vulcovar uma velha aliada. Seu nome é Dramiah Shir. Ela é uma matusalém Ravnos com sérios problemas de relacionamento com seu próprio clan e inimiga mortal de sua admiradora secreta, aquela que quer você a todo custo. 
Ela veio me oferecer um acordo sobre um suposto artefato que Sanjaya roubou, imagino se tratar da Espada de Leona, que me pareceu valiosa demais para que os Sanjayans se arriscassem daquele jeito. Então, espero que não se importe que a receba e seus domínios minha criança. Prometo não fazer bagunça.
A segunda: desde que eu e Lady Saliana retiramos um enorme artefato das mãos dos Baali e dos Tzmisce naquela batalha em Bucareste há alguns séculos, venho notado que a minha admiradora secreta parou de me seguir. Tal não foi minha surpresa ao descobrir que o que impede aquela criatura de se aproximar é na verdade o que está preso dentro do artefato. Logo, enquanto eu tiver comigo aquele pequeno terço de contas vermelhas, a maldita não se aproximará.
Por isso, resolvi sentar meu traseiro milenar em Vulcovar e aguardar seu retorno minha amada criança. Desta forma, garantirei que nenhum engraçadinho tente uma nova invasão, darei algumas aulas ao príncipe, e Lord Mithras definitivamente ficará satisfeito em me dever um novo favor. Espero que não se importe. No mais, desejo sorte em sua empreitada nas ilhas britânicas. Cuidado com os lupinos. Mithras tem uma richa milenar com eles e se eu fosse você providenciaria o máximo de prata que puder derreter e forjaria algumas armas. Só por precaução.

Um abraço cheio de saudades.

General Hannibal de Cartago.

Oportunidades


Então quer dizer que Sanjaya tem um brinquedo.


Foi o que passou pela mente de Dramiah Shir quando ela abriu as cortinas de sua bem guardada tenda em meio a viagem perigosa até Vulcovar. Ela iria se encontrar com Lord Hannibal, um velho conhecido de Cartago e um ótimo negociante. 
Os outros cainitas tendem a subestimar a astúcia dos Brujah, mas é impossível ignorar o fato de que ele, ainda em vida, quase derrotou os romanos sozinho. Não se pode subestimar um homem com tal capacidade.
Dramiah Shir vive em meio a um grupo de fadas. Os seres se fartam em seu sangue exótico, visto que segundo ela mesmo conta, pertencia a nobreza de Arcádia quando a fundadora dos Ravnos a trouxe para a noite com suas promessas de uma realidade a ser dominada.
Hoje Dramiah Shir é uma lenda entre os Ravnos mais antigos e um demônio para o povo faérico. A menção de seu nome faz com que Lords do Verão coloquem a postos seus exércitos Changelings em busca de qualquer coisa que se mova e tenha cabelos verdes. Dramiah se delicia com a situação e não é dificil ouvir relatos de vilas faéricas inteiras nos confins das florestas da Irlanda sendo destruidas e se tornando acampamentos noturnos para seus novos habitantes Ravnos. Muitos príncipes já ouviram falar da praga Ravnos que ataca as florestas, com dezenas de recém-criados de quinta geração devastando vilas em festins de sangue frenético como gafanhotos em uma plantação de trigo.
Mesmo com tudo isso, Dramiha sorri de forma doce ao lembrar que sua grande inimiga, Ásdis Jain, a auto intitulada Rainha da corte de Marfim, tem em mãos um brinquedo tão perigoso e em posse de um cainita tão idiota. Tudo que ela precisa é oferecer o acordo certo a Lord Hannibal e tudo será feito como ela desejar.
A Comitiva chega a Vulcovar. O ar é frio e seco. Lord Hannibal e sua bela filha Vérica a esperam como o combinado. Vamos ver do que este Brujah é feito, ela pensa antes de enfim saltar da carruagem e caminhar com toda sua graciosidade em direção do general. Esta é a noite onde os Sanjayans mudarão para sempre. E para melhor.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Lendas e Tesouros



Fragmentos das anotações e pergaminhos de Lady Evdokia, filha de Malkav


Existia nas terras distantes da primeira cidade fundada pelo homem, Ur, na Suméria, uma jovem e bela feiticeira. Seu nome era Lantla. Lantla era de uma beleza sem igual, comparável apenas aos anjos e deuses. As fadas a invejavam e os demônios a desejavam.
Lantla se tornou uma maga poderosa, capaz de prender demônios e fazer coisas que, naquela época eram impensaveis até para uma bruxa. Mas Lantla era ambiciosa e desejava tomar o lugar de sua mestre, a velha feiticeira da tribo que a ensinara tudo o que sabia e que era o único ser mais poderoso que ela.
Uma noite, depois da destruição da primeira cidade, Vedharta em sua amargura chegou a Ur, e conheceu Lantla. Ele se deixou seduzir pela beleza da jovem e tentou tomá-la em seus braços e traze-la para a noite, mas ela recusou e impôs uma condição. Que o senhor dos Ventrue matasse sua mestre. Obviamente Vedharta podia tomar o sangue de Lantla a força, mas não era de seu feitio e ele havia gostado da personalidade da jovem bruxa. Assim ele fez. destruiu a velha e maligna bruxa e Lantla cumpriu com sua parte no acordo, tornando-se a filha mais velha de Vedharta. mas o sangue do neto de cain, por mais forte que fosse, enfraqueceu os poderes da bruxa e isso a deixou furiosa.
Vedharta partiu com seus irmãos e deixou Lantla para governar a cidade. mas ela fez muito mais.
Para ela, o vampiro havia feito aquilo de propósito, para amaldiçoa-la e evitar que ela ficasse poderosa a ponto de poder destrui-lo. Pois então a bruxa buscou por um demônio. E pediu a ele o segredo para destruir Vedharta e toda a espécie Cainita. esse demônio era chamado de Draconskir e prontamente atendeu seu pedido. No entanto, houve um preço. Lantla deveria mudar de nome e de rosto, pois Draconskir queria sua beleza para si. Assim ela aceitou, seu nome agora era Tiamat e sua beleza havia sumido para sempre.
Draconskir ensinou a ela como forjar uma arma mortífera. Uma espada, a qual ela chamou de Espada de Null. Assim ela o fez e o demônio disse que ela seria mortal para todo o cainita que sua lâmina tocasse o coração, mesmo que do lado de fora do corpo. Draconskir se foi e Tiamat governou pelo medo. No entanto nunca havia usado sua espada, que além de mortífera para cainitas, era um artefato mágico inigualável.
Séculos se passaram, Ur foi destruida e Tiamat teve inumeros inimigos, até resolver entrar em torpor longe dali, em terras secretas ao sul onde nenhum cainita havia pisado. Foi quando ela dormiu que o Demônio revelou sua trapaça. Ele usou o corpo da matusalem como refugio e sem que ela soubesse, caminhou pelas noites cuidando de seus planos.
Dizem as lendas que hoje, milênios depois, Tiamat dorme em algum lugar da Europa, e que se arrependeu tanto do que fez que decidiu selar seu corpo em um sarcófago impenetrável, em um refugio intransponível, para que Draconskir nunca mais saisse de lá. Ela seria sua prisão eterna.
No entanto, dizem que a espada de Null foi perdida por ela durante sua ultima batalha contra os inimigos e que não há a menor pista de onde ela poderia ter parado. Dizem que grandes reis e imperadores portaram a espada e que a eles ela deu glória suprema e mortes violentas.
Tudo o que se sabe é que há vampiros dos quatro cantos do Mundo buscando pela Espada de Null e que aquele que a encontrar e despertar seus verdadeiros poderes, será capaz de destruir toda a raça cainita.

Frustrações...

Ano de 1230, Canterbury

À Sebastjan Kreshmir.

Meu querido filho, venho por meio desta comunicar que conforme seu pai previu minha estada na Bretanha será muito maior do que esperávamos. Terei de assumir o Baronato de Canterbury e é com muita tristeza no coração que revelo a ti minhas frustrações. Convoque todos os nossos aliados mais próximos para que essa ordem seja lida apenas uma vez.

Fica explícito que sem mim nas terras da Croácia ela poderá ser tomada a qualquer momento, não por falta de força, mas pela falta que “a prole de Mithras” não se encontra mais nelas, triste dizer isso, mas acabo de perceber que a minha “fama” evitou muito dos problemas que teríamos, então, eis a minha ordem:
Que cada um de vocês defenda essas terras com suas almas, mas que não entreguem suas vidas por ela, suas vidas são mais importantes para mim do que para a Croácia. Fica ordenado que se em algum momento você perceberem que não há chance de manter o país quero que partam para Canterbury imediatamente, tragam apenas o necessário , o que é valioso e as pessoas importantes.

Sebastjan, se caso isso vier a acontecer, traga Viktor até mim.

É, para mim, dificílimo escrever essas palavras, mas tenho para mim que, infelizmente, eu fui arrancada de minhas conquistas para conquistar as dele, Canterbury é uma cidade abandonada ao gosto amargo dos Lasombra e das peregrinações intermináveis, é extremamente suja e fétida, o povo é frio apesar do clima ameno e vou sentir falta da minha Croácia, mas creio que não terei como administrá-la, são tantos problemas na Bretanha e Mithras deposita esperança e confiança de que eu serei a única capaz de resolvê-los.
Em hipótese alguma arrisquem suas vidas na Croácia, eu não quero carregar essa culpa. Por favor, eu imploro que se algo acontecer, venham para a Bretanha, não é um ótimo lugar, mas juntos poderemos fazer por ela o que fizemos pela Croácia.

Quanto à espada, meu querido, por favor tentem reavê-la, além de um objeto imbuído de poder mágico ela é de grande importância sentimental para mim. E, Sebastjan, pare de se culpar por erros, poderia acontecer comigo aí, não se lastime, AJA! Eu confio nas suas capacidades e não foi nem um pouco decepcionante ler em sua carta o quão forte você é.

Eu enviei Fadia para fazer valer minhas ordens, ela arrancará todos vocês à força se necessário for. Por favor, não fiquem de teimosia.

Com muita tristeza e saudades de casa e de vocês,

Leonna de NotreVille, filha de Mithras, Neta de Vedharta, antiga Lady da Croácia e Baronesa de Canterbury.