quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fúria



Ano de 1230, Londres


Para Lady Leona di Nottreville, Filha de Mithras, Filho de Vedharta, Lady da Croácia e Baronesa de Canterbury.


Minha Filha.


Meu coração ainda chora pelo caos e tristeza que causei a ti e a teus próximos com toda esta situação no baronato.
Minhas andanças me revelaram muita coisa, dentre elas uma conspiração contra mim e meus aliados vinda diretamente de alguns de meus mais confiáveis Barões. Tudo estava sendo arquitetado por uma aliança nefasta que envolvia lupinos dos Senhores das Sombras, Seguidores de Set, Forças de Montano, o Voivodato e uma Guilda de Demônios antigos. Todos eles escondidos por trás das paredes das catedrais por toda a Bretanha, infiltrados sob o nome de uma infame religião denominada Heresia Cainita.
Sob o comando de Montano e do Próprio Lucian, eles usaram as influências entre os membros do clero para minar meus templos, descobrir informações sigilosas e preparar um grande ataque em massa que destruiria a mim, minhas proles e meu Baronato para sempre.
Mas você sabe que se jogar um grande pedaço de carne no meio de hienas, elas vão começar a lutar umas contra as outras e se matarem até que apenas uma saia vencedora, mesmo que ferida de morte a ponto de não conseguir devorar o prêmio. E foi isso que aconteceu. Desavenças tiveram início e enquanto os demônios e os Setitas começaram a agir sozinhos, Os Lasombra e os Tizmisce criaram uma sociedade secreta dentro da própria Heresia cainita, a qual denominaram Espada de Cain.
Como eu sei disso tudo? A mente de Stefanos se tornou um livro muito interessante, lido noite após noite.
Venho dizer que mesmo a duras penas, aqueles nos quais eu pude confiar me salvaram a pós-vida. Primeiro Anack, que ao destruir Sanjaya, fez com que a conspiração perdesse seus agentes de campo e suas tropas de choque. O novo Sanjaya, por sorte deve favores a Lord Hannibal, e agora, mais um entra para a lista dos que eu devo a ele. 
Montano e seus vermes preferiram observar de longe e incitaram os demônios a darem o primeiro passo, já que era deles o maior interesse.
A estratégia deu certo e os Baali infestaram Londres com seus ataques e atentados, mas os Lasombra não contavam que suas marionetes na Inquisição se virassem contra eles e resolvessem atacar tudo e qualquer coisa que se movesse na noite, e os baali se tornaram seus alvos prioritários por razões óbvias. Minha Londres agradece.
Os lupinos minaram minhas influências políticas, caçando meus lacaios e os repondo com seus parentes. Lentamente meus baronatos estavam cheios de senhores das sombras tramando contra cada mortal sob minha influência. No entanto, eles também não contavam que para o Rei Presa de Prata, era preferível uma aliança temporária com um "ser da Wyrm" como eu do que ter o trono de Carvalho usurpado pelos Senhores das Sombras.
Você pode se perguntar. E Stefanos? E canterbury? e Eu?
Stefanos foi corrompido por uma setita de nome Nenofar. Meus conhecimentos dizem se tratar de uma Hierophante com poderes inimagináveis, que fez com que minha prole mais velha caisse como um pato por seus encantos. Nada que justifique sua fraqueza nem abrande a punição que dei a ele, mas pelo menos encontrei a origem de tudo aquilo. 
Por fim, todos os meus inimigos queriam apenas uma coisa. Um poderoso artefato conhecido como Guardiãs de Enoch. Eu o julgava uma lenda, que dizia se tratarem das três irmãs-esposas de Cain, a quem ele tornou as primeiras carniçais que se tem notícia e que eram as guardiãs de nosso criador e de suas proles. 
Quando Enoch caiu, elas foram aprisionadas dentro de três estátuas perfeitas, e entregues aos antidilvianos para serem escondidas ou destruidas. Uma foi entregue a Arikel, outra a Saulot e a Ultima a Vedharta.
Sim, exato. Todo esse caos, conspiração e loucura não tinham nada, absolutamente NADA, a ver comigo. Eu simplesmente estava no caminho e era um obstáculo. Seu objetivo era meu Pai. Guardião do artefato que queriam. Eles planejaram tudo, despertaram Tiamat, e guiaram sua fúria até meu pai. Ela o feriu no coração com sua espada maldita, ele tombou e eles levaram o que queriam.
Nosso pai não foi destruido. Os conspiradores fizeram tudo de forma perfeita, mas não sabiam que antes de se trancafiar em sua tumba, Tiamat procurou o único cainita que já recebeu do proprio cain a alcunha de Juiz. Ela criou um encantamento na espada para que apenas ele e seus descendentes pudessem usar seu poder supremo. Seu nome era Haquim e ele aceitou a tarefa. Apenas nas mãos de um assamita esta espada é verdadeiramente mortífera.
Para terminar minha amada criança. Como disse a ti, ha cinco noites reuni um grupo de cainitas absurdamente poderosos. Eu, Lord Hannibal, Lady Evidakia, Helena de Troia, Lord Etrius e ajudados pelo Rei dos Presa de Prata Edigar Morningkill e pela Rainha das Fadas, Walleria Asfin, usamos a pedra que sua prole providencialmente nos trouxe, invadimos o covil dos demônios, os destruimos e recuperamos a espada e a estátua.
Nossa situação agora minha querida, é de guerra declarada. Teus afazeres em Canterbury continuarão como o planejado, com o adendo de que agora, precisa descobrir, sabotar e destruir todo e qualquer vestígio daquilo que chamam Heresia Cainita. 
Voltarei para Londres e reconstruirei o Baronato. Mas estarei observando e de prontidão para qualquer necessidade que você tenha.


Espero ter esclarecido algumas dúvidas minha criança.


Esperançoso de que possa me perdoar e um dia celebrar nossa vitória junto a mim, teu Pai.


Lord Mithras, filho de Vedharta, Lord do Baronato de Avalon.

Noites de Caos e Lágrimas


Foi um mês conturbado e de acontecimentos inesperados, mas nada me faria desconfiar de que seria um mês tão sangrento e trágico. Minha mãe agora chora pelos cantos, como se tudo estivesse perdido, mas ao mesmo tempo com um ódio no olhar que me é estranho, um ódio carregado de revolta e tristeza, como se tudo fosse um único sentimento. Ela age normalmente demonstrando sua força e segurança como sempre, mas sinto um quê de reclusão. Não sei se é apenas paranoia da minha parte, mas só sei que tudo o que eu mais queria é que voltássemos para Zagreb e começássemos tudo outra vez. Mas isso não será permitido.
A queda de Vedharta, a destruição de Félix, a viagem de Mihaela e Safiya...Tudo parece ter sido um plano maligno muito bem arquitetado, e o pior, um plano orquestrado por minha própria mãe. Acho que no íntimo de sua alma ela nunca poderia imaginar que algo tão certo pudesse dar tão errado.
Pobre Mihaela. Passei a admirá-la ainda mais depois que ela estendeu a mão para me erguer do chão, me oferecendo ajuda vinda de onde eu menos poderia imaginar que viria, de um Brujah. Félix era outro, um guerreiro formidável e irrepreensível. Sei que ele nutria uma raiva contida de mim por tudo que o fiz passar quando cometi meus atos impensados, mas eu gostava dele. Os dois iriam se casar, céus, a condição cainita é mesmo uma maldição, as palavras de Cain sobre o amor para nós devem ser verdadeiras...Aconteceu comigo, aconteceu com Mihaela e agora temo por minha Mãe e meu Pai. Se o amor entre cainitas é amaldiçoado, qual dos dois ele levará primeiro? Ou os dois?
Ainda tem aquele Tzmisce. Não consigo confiar nele, e de umas noites pra cá, sinto-me ofendido quando ele olha e sorri para me cumprimentar, sem a menor razão, claro, mas algo me diz que meu pai tem muita razão sobre o que diz sobre ele. Por outro lado, minha mãe tem tanta razão quanto...afinal ele nunca nos fez nada...confesso que estou confuso mas por via das dúvidas não dou as costas para ele.
Estamos no meio do inferno, com o Diabo afiando o tridente do lado de fora e sem podermos ir para frente ou para trás. Se meu avô tem um plano espero que seja rápido, não suporto mais ver minha mãe aos prantos e quero enfiar logo minha espada no coração do maldito que destruiu Félix e nos dificultou tanto a pós-vida.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Baile Começa



"Nunca deves revelar a aqueles de fora do sangue tua verdadeira natureza, ao fazer isso, renunciarás a meu pacto"


Cain foi bem claro ao dizer isto. É o que os sete cainitas reunidos naquela câmara fria de Canterbury pensam e é este pensamento que os une naquela noite.
Os primeiros a concordarem foram Laurence Mc Pierce, do clan Ventrue e sua amante, Adana de Sforza, do clan Brujah. Juntos eles vagaram pela Europa, observando as atrocidades e abusos cometidos por vampiros e como os mortais cada noite ficavam mais atentos, mais precavidos.
Relatos de camponeses fartos de tanto abuso invadindo castelos sombrios durante o dia e levando velhos cainitas para suas mortes finais estavam cada vez mais comuns, mas ainda havia um senso crítico, um instinto de auto-preservação que fazia destes cainitas incautos minoria.
Mas então, alguém iniciou a Guerra dos Príncipes. Agora não importava mais quantos mortais seriam sacrificados, quantas guerras de faxada seriam travadas em nome de seus senhores sangrentos, o que importa agora é a destruição de seu inimigo, nem que para isso banhos de festins de sangue tenham que ser feitos debaixo dos narizes dos reis e da igreja.
Laurence e Adana encontraram em seu caminho um membro do Clan Gangrel,Milov Petrenkov, um aristocrata abraçado por vingança, mas que abraçou seu clan e os segredos da besta, ele tinha em si a chama da busca por conhecimento aliada ao mais apurado instinto de sobrevivência. Como Adana, ele era um Prometean, e esse grupo de cainitas liderado pela antiga Ecaterina, a sábia, espalhou pela europa em tempos antigos a idéia de respeito, igualdade e cautela para com os mortais. Nesta época estes ideais eram ridicularizados. Hoje, o medo faz com que muitos passem a pensar duas vezes.
cainitas como o Nosferatu Josef Von bauren, que entende que mesmo seus poderes de ocultamento não são eficazes contra cavaleiros cheios de fé verdadeira e visão clara, a Malkavian Camila Banes, que se diz farta das irresponsabilidades e abusos feitos por seu clan em nome de uma suposta loucura, a Tremere Natasha Lopan, que sabe que mesmo seu jovem clan, que sobreviveu ao expurgo tzmisce a á caçada da Ordem de Hermes, não será páreo para uma horda de mortais que caçam Vampiros e bruxas durante o dia, principalmente quando se é os dois.
Finalmente, o clan que mais tem laços com os mortais resolveu se pronunciar na figura do notório Rafael de Corazon, sobrevivente dos massacres e ataques insanos do agora nomeado Movimento Anarquista e testemunha do caos e horror que tomou a Espanha nas ultimas noites e que caminha a passos largos para se espalhar pela europa como fogo em um palheiro.
A luta será árdua, e Laurence espera buscar entre os de seu clan, cainitas sensatos e poderosos para que evitem esta catastrofe que pode levar a raça dos cainitas a extinção.


A reunião termina com os planos traçados. O Le Masquerade partirá para a luta, e que Cain guie seus passos.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ekhbath - O tudo e o nada.


Não escrevo essas palavras para que julguem a si mesmos ou a seres que andam pela noite ou dia, escrevo apenas para mostrar o quão vermelho se encontra o mundo. Sim, vermelho, um mundo manchado do sangue de vários seres. Alguns muito fracos, outros, deuses lendários e imortais. No fim, todos nós sangramos e todos nós necessitamos de sangue. Como pode os que se julgam sagrados detestarem aqueles que trazem a dor e a destruição ao mundo se é justamente nós que trazemos a prosperidade dos mesmos sagrados? Não se engane o mundo pode se retorcer, contorcer, morrer, reviver e as coisas continuarão iguais. O dito Bem versos o dito Mal. Memórias antigas dizem que tudo começou muito antes de um deus único ou de vários deuses, tudo começou no vazio onde uma sentelha se esbarra na outra e cria algo neste vazio que não pode mais se chamar de vazio e para compensar se chama de escuridão. O que foi criado? A luz. Não se enganem, assim como nesta era inimaginável, a luz de hoje só é possível por alguma escuridão de outrora. A história que vou contar é sobre uma pessoa, não, um ser de pura escuridão que no final se tornou pura luz. Nada é eterno, nem os imortais, nem as paisagens, nem o céu ou as estrelas e como eles, este ser também mudou, morreu e renasceu muitas e muitas vezes. Quando me recordo de seus inúmeros nomes me repreendo perguntando se algum dia saberei de todos ou se em algum momento poderei conseguir passar para o amaldiçoado que estiver lendo estas palavras um pouco do que sei ou do que vi. Assustado? Sim, amaldiçoado é o que és, visto que podes saber da verdade, uma verdade falsa como todas as outras, porém mais antigas do que o céu ou o inferno. Seu primeiro nome é Ekhbath. Sim, SEU. Intrigado? No final destas palavras saberás porquê SEU nome.
Ekhbath andava distraído em mais um ciclo de sua existência, se via neste instante entre as estrelas e a escuridão. Andou mais um pouco e achou mais estrelas, andou mais e achou ainda mais estrelas até que se entediou de todo aquela escuridão com pontos luminosos. Ekhbath dirigiu-se então a uma busca que ele intitulou primordial. Sim, ele estava atrás de algo diferente, algo que ele reconhecesse como ele e como tudo a sua volta, porém diferente. Passou por muitos ciclos vendo-os morrer e renascer, afinal, o tempo também não é único e muito menos imortal como se acha. Lançou-se para locais longínquos, porém próximos de seu toque, desabrochou luzes ainda encasuladas e confortou aquelas que já estavam no fim. Quando já estavas para desistir descobriu que o que ele procurava estava em lugar algum e em todo lugar. Esta era a resposta e Ekhbath meditou sobre ela chegando a uma única conclusão, que deveria unir a luz de diferentes formas com pitadas de escuridão, Sim! O contrário de tudo em um local e tudo da mesma forma em volta deste local. Logo começou seu trabalho que durariam ciclos e mais ciclos incansavelmente, porém percebeu que o tudo já estava pré disposto a realizar o desejo de Ekhbath. Logo se via algo diferente diante os olhos de Ekhbath, algo novo, feito apenas de luz e escuridão, porém algo extremamente novo. Diante de seus olhos a maravilha se formava oceanos, terras, montanhas, rios, desertos, gelo, fogo, florestas, porém, todos mortos. Estava feio aos olhos de Ekhbath  e ele meditou quanto a isso até que achou a resposta, ele mesmo devia enfrentar o final de seu ciclo. Depois de sua conclusão, Ekhbath se jogou dentro do novo e se deparou com uma junção completa de sua luz com a escuridão do novo e de sua escuridão com a luz do novo. Logo percebera que não afetava só aquele novo e sim a criação de mais novos por todo o vazio que se expandia mais para que não se tornasse cheio. Assim foi o final de seu ciclo e o início de outro onde ele acorda em plena floresta e se autodenomina Nekhan...
Logo continuarei estes contos ou morrerei antes de terminá-los, afinal, todos temos nossos ciclos.

Nova Era


Finalmente em algumas décadas, desperto mais otimista. Não que eu achasse Laurence desagradável, ou como muitos insinuam, incompetente. Na verdade, ele fez até muito com o pouco recurso "humano" do qual dispunha.
Agora enfim, teremos alguém realmente bem armado. Uma Lady de linhagem forte. A mesma de Laurence, é verdade, mas uma coisa é lidar com um dos netos, a outra é lidar com A Filha preferida.
Canterbury, tenho certeza, é um pedacinho do próprio inferno que o demônio resolveu expurgar por rivalizar sozinha com todos os outros nove círculos.
No entanto creio que Lady Leona tem um diferencial que os outros governantes deste baronato nunca tiveram. Coragem e autonomia. Laurence até tentou. Suas idéias de discrição e união entre Alto e baixo Clans me agradam muito, mas ele esbarrava em seu senhor, Lord Stefanos. O velho além de não valorizar a própria cria, não o deixava tomar as medidas necessárias para diminuir a influência dos caçadores na cidade e vivia o convocando para solenidades inuteis e estúpidas enquanto uma guerra civil quase eclodia em seus domínios.
Agora, temos uma governante que transformou um pedaço de nada, terra, e nada em um país, próspero e forte. Creio que ela e seu grupo de senescais e guardiões poderão enfim, equilibrar as noites e dar aos cainitas desta cidade um pouco de paz.
Eu, mesmo estando aqui apenas por um motivo, que é trazer o belo corpo de minha linda prole com uma enorme estaca atravessada em seu coração para vê-la queimar em Madrid, terei prazer em conhecer e ajudar aqueles que trazem os ventos da mudança.
Lady Leona di Notre Ville, eis aqui Señor Gonsalo de Mondragon, seu vassalo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nas horas mais Negras, Nas noites mais sombrias...


Que o portador deste texto sagrado seja protegido por Deus e seus anjos, e que sobre ele nenhum mal se abata. Que a espada do Arcanjo Miguel esteja sempre a seu lado e que o Sol brilhe nas Horas mais negras e nas Noites mais sombrias.


O que são Vampiros:


Vampiros, Vampyr, Strigoi, Lamiai, Nosferatu, são seres vindos do inferno que tomam o corpo de um desafortunado pecador na hora de sua morte e andam nele, como se fosse um cavalo. Para sustentar esse estado de danação, eles necessitam beber o sangue dos vivos, para assim voltarem a cometer seus atos excusos e a desafiar as forças do céu.
Mas não se enganem. Esses seres andam entre nós como se fossem vivos, falam conosco nas tavernas, se deitam na cama com as prostitutas e o pior, nos governam sentados nos tronos dos nobres sem que nem sequer tenhamos a menor desconfiança.
Por isso a Ordem de Murneau distribui aos senhores e senhoras um manual para que possam entender, identificar e ajudar a destruir de uma vez por todas esses seres do inferno. Jesus Cristo está conosco.


Como identificar um Vampiro?


Vampiros andam apenas a noite, tu nunca encontrarás um durante o dia, pois são amaldiçoados a dormirem quando o arcanjo Rafael rege o céu. Por isso, este é o melhor momento para destrui-los, quando repousam com a barriga cheia de sangue em seus caixões. No entanto não se enganem, a maioria deles não dorme em caixões e sim em lugares escuros e muito bem guardados, em camas, assim como eu e tu.


Vampiros não respiram, não comem comida nem bebem liquidos. Sua unica fome e sede é do sangue. O seu sangue. Muitos conseguem fingir que estão comendo, respirando ou até mesmo em casos estranhos, fazendo sexo. Basta um pouco de observação.


Vampiros são pálidos como se mortos há pouco tempo. Tu não notarás o rubor de saude em seus rostos, nem o suor, ou os cheiros que qualquer ser humano possui. Podem ficar anos sem tomar banho e ainda assim não irão exibir mau cheiro se trocarem de roupa.


Vampiros não envelhecem. São condenados a uma não vida eterna e a permanecerem como estão para o resto de sua existência maligna. Se tu conheces um nobre que em anos não apresenta nem uma pequena ruga ou cujo cabelo não cai. Ou uma mulher que não engorda, nem perde os dentes. Desconfie.


O que eles temem?


Os vampiros são seres malignos, mas seu criador, satanás, fez deles o maior desafio a Deus. Eles não temem a santa cruz, pelo menos a maioria deles, nem sentem remorso ou medo de entrar em uma igreja. São seres debochados e rirão se exconjurá-los em nome de Deus sem ser um sacerdote de fé verdadeira. A ùnica coisa que eles temem por natureza é o fogo e a luz do sol. Alho, ervas, água benta, nada disso salvará tua vida se um deles quiser teu sangue.


Como Matar um Vampiro:


A melhor forma é procurar um padre ou membro da igreja, de preferencia um santo cavaleiro, quando souber ou desconfiar que alguém é um vampiro. Enfrentá-los é buscar pela morte. No entanto se fores obrigado a enfrenta-los sabia que espadas o ferirão da mesma forma que ferem a um de nós, inclusive se decepá-los as mãos ou os braços gritarão de dor. No entanto são capazes de coisas medonhas como fechar um corte profundo diante de teus olhos. Se temes por tua vida, mire logo no pescoço. A forma mais segura de destrui-lo é arrancando a cabeça. Desta forma ele não voltará. No entanto, se lutares com ele e ele cair, morto, mas o corpo ficar ali, não se engane. Ele não está morto. Cloque fogo e só saia quando restar dele apenas as cinzas. Porém se desferires um golpe e este virar cinzas diante de teus olhos ou apodrecer como um cadaver muito velho, agradeça a Deus, tu enviaste mais um demônio de volta para o inferno.
Um pequeno detalhe não pode escapar. Uma estaca feita inteiramente de madeira, cravada exatamente no coração do demônio, não irá destrui-lo como se acredita, no entanto irá deixa-lo paralisado. Basta se aproximar e corta-lhe a cabeça e o serviço estará terminado.


Apenas os Vampiros são ameaça?


Não. Existem outras hordas do inferno que são tão poderosas quanto. Lobsomens, Bruxas, Duendes, Demônios. Caso queiras saber mais, procure a Ordem de Murneau e receberás uma cópia de um manual como este para cada ser infernal que poderás encontrar.


Estamos no juizo final, e é nosso dever defender nosso Mundo das hordas de satanás em nome de Deus. faça tua parte e o céu será vossa casa e a salvação estará garantida!


Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Miros Moarte

Meu nome é Nystul Monderkainen e tive a chance de conhecer um ser no mínimo estranho. Comecemos na vila de um dos grandes voivods romenos, onde nasceu e cresceu essa pessoa. Apenas para situá-los, este ancião do clã Tzimisce, tinha uma aliança com uma tribo de garous russa chamada senhores das sombras, e nesta vila estavam sendo feitas algumas miscigenações de parentes com revenantes. Claro, vocês devem se perguntar agora que espécies de garous permitiriam isso, não é verdade? A resposta é simples, aqueles que já se encontram corrompidos pela espiral. Voltando ao nosso protagonista, ele foi crescendo entre esse caos, onde vitae cainita e a fúria dos lobos podiam ser sentidas a qualquer hora da noite ou do dia. Destacou-se entre os moradores do vilarejo, pois afrontou abertamente o voivod. Depois de muitas punições de várias formas diferentes, o ancião acabou vendo uma espécie de utilidade naquele homem, afinal de todos da vila ele fora o único a herdar mais partes da mística lupina e vampírica do que todos. O grande Voivod logo pediu para sua senhora, a voivod dos voivods para abraçar o jovem, e assim foi feito. Desde o começo o agora jovem tzimisce abraçou sua maldição a qual chamava alegremente de presente da noite. Seu senhor o ensinou o caminho dos elementos, pois era um ferrenho seguidor do demônio Kupala. Durante longos anos o jovem seguiu à risca as ordens de seu senhor, até que em uma noite os garous não corrompidos pela Wyrm invadiram o território e mataram a todos, ou quase todos. O ancião entregando sua prole à morte conseguiu escapar, o que ele não esperava era que os garous não conseguiriam matar sua jovem prole que fugiu com a ajuda de sua irmã de maldição. Esta irmã chamada Relne, também era prole deste ancião e foi ela quem armou tudo para que este morresse. Tudo estava indo bem, até que o ancião conseguiu escapar das garras dos garous e quase matar Relne. O que o impediu foi a interferência da prole mais jovem, que junto com a mais velha venceram o ancião. Relne desejava o amaranto e imprudentemente o cometeu logo em seguida do torpor de seu senhor. O jovem, não gostou e querendo para ele o sangue de seu agora odiado senhor, enfiou uma estaca no coração deslocado de sua irmã e completou o amaranto em seu senhor. Na noite seguinte foi fácil entregar Relne para a Voivod dos voivods alegando ser ela a grande pecadora. Alguns parentes confirmaram a história afinal, ela havia armado tudo. Depois da destruição de Relne nas mãos de sua “avó”, o jovem Tzimisce, sem posses começou a viajar pela Romênia. O que ele fazia era questionar as crenças dos Voivods e levar problemas para o Voivodato, afinal, ninguém quer um questionador em meio aos tradicionalistas. Logo mandaram matar o jovem, que conseguiu persistir aos ataques. Nesta altura ele já havia ganhado o apelido de Miros Moarte, pois exalava um cheiro de sangue característico. Muitas foram as vidas ceifadas por este “monstro”. Nesta altura, a voivod descobriu a verdade sobre quem matou sua prole, afinal os poderes demonstrados por Miros eram maiores do que se poderia ter. Assim a caçada começou a ficar mais intensa, até que deixar a Romênia fosse a única solução de Miros. Rastreá-lo era simples, afinal onde passava havia um rastro de destruição e morte característicos. Na Bretanha foi onde a perseguição terminou, onde ele encontrou seu fim, não na mão de um tzimisce, mas sim, na mão de caçadores. Assim se achava até hoje, quando de sua tumba saiu mais uma vez Miros Moarte, conhecido apenas por seu falecido senhor por Nystul Monderkainen.