segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Imagine se estivesse Bêbado


Vinho muito bom. 
Ás vezes eu me pego tentando lembrar do gosto das coisas humanas, de quando eu era um mortal e podia saborear uma boa carne, ou uma fruta. Felizmente isso não me faz falta, mas o Vinho é um artigo que mesmo sendo um cainita, não consegui me livrar. O truque é simples, uma gota da minha propria vitae é o suficiente para fazer com que o vinho seja bebivel, a fermentação proporciona um sabor interessante que se fosse comercializado renderia rios de ouro. Mas ninguém compraria vinho cheio de sangue, compraria? Talvez os outros Brujah como eu, mas enfim, melhor esquecer.
Juro que já estava levemente embriagado quando vi tudo acontecer, mas posso garantir que não foi o leve desequilibrio causado pelo alcool que me impediu de evitar que ele pegasse minha espada. O Frenesi, a velocidade e aforça que se alcança quando está neste estado são magníficas. Nunca teria conseguido, mesmo estando no ápice de minha atenção.
Aquilo é o Sir Brilhante? Desculpem, mas se ser um cavaleiro é poder agir daquele jeito, das duas uma, ou minha amada Mihaela é a mais superior deles, ou a mais errada.
Eu sei que fui rude, o homem de lata não tem culpa de meus ciumes, é um bom homem de coração nobre. Mas confesso que não por sua desgraça, mas pela lição que ela a trouxe a todos nós, me segurei para não esboçar um leve sorriso ao ve-lo correr como um touro na direção do Tzmisce. E confesso que minha vontade era ver o cavaleiro decapitá-lo com minha espada. Não seria a primeira nem a ultima vez que minha espada beberia sangue de verme.
A lição é simples. Não se pode confiar em um vampiro que nunca entra em frenesi.
Não, não estou louco Nikole, nem tão bêbado.
Quando você já viu um vampiro em fúria muitas vezes, como os Brujah, você tem a exata noção do que pode e o que não pode faze-lo perder a cabeça. Sabe o que o irrita a este ponto. Já um cainita como Sir Romulo, um poço de etiqueta, honra e heroismo,você nunca sabe o que é capaz de tirá-lo das estribeiras, seja uma unha quebrada ou a morte de uma prole.
Por isso que eu digo. O Clan Brujah é o mais confiável de todos.Em qualquer situação. Pois você sabe exatamente como vamos agir.
Agora Nikole, seja uma boa menina e enquanto Mihaela presta atenção naquela música chata me traga mais uma ânfora.
Se eu sei quando parar? não. Mas sei que em breve Mihaela me dirá, de um jeito ou de outro.

Desafino


A música rege o Mundo. Os anjos, segundo as escrituras, construiram o Mundo cantando. Cada nota era uma palavra de poder e um sopro de vida. Tudo era construido com a nota certa. Cada tijolo, cada árvore, cada animal. Mas uma nota desafinada colocou o paraíso perdido para sempre, tudo por que um dos anjos resolveu subir o tom, não respeitou o Maestro...
Minha música ainda não está perfeita. Minha voz ainda precisa de ajustes e treino a cada noite com mais fervor. Meu mestre me leva á beira do frenesi com sua exigência desumana, mas no fim eu agradeço por que ele faz de mim próxima a perfeição.
O frenesi...
É quando a nota é tão alta que sua voz, some. Em uma harmonia, essa voz perdida deixa a música irreconhecível, arruina a orquestra e deixa o maestro envergonhado.
Aquele nobre cavaleiro se esqueceu de seus exercícios vocais. Não aqueceu as cordas vocais e tentou o agudo mais impossível de sua existência. O que se viu foi uma tosse incontrolável, uma vergonha, um horror.
Aquilo tirou o brilho de minha apresentação. O odiei profundamente quando o fez. mas meu senhor insistiu e os grandes expectadores ainda me assistiram. Os  aplausos compensaram os treinos, mas a atenção ainda era sobre o Cappadocio descompensado.
Frustrante.
No mais, continuarei treinado e aprimorando minha voz. Ele no entanto, terá que aprender as primeiras notas, todas outra vez, isso se não cortarem sua língua.

Ira...

Até que enfim esse maldito recital acabou, teria sido lindo, se não fosse os imprevistos... imprevistos...
Chegou a hora de eu olhar para meu pai e pedir com delicadeza para fugir daquele salão, vontade de fugir de volta para a Croácia, me enfiar no calabouço mais escuro e ficar por lá, para sempre...
Maldição, maldita hora que permiti que aquela coisinha horrorosa junto com suas coisinhas menores sentassem em nossa mesa, mas como prever que a idiota não conteria seus impulsos neófitos e causaria tudo aquilo, como prever que um cavaleiro como ele fosse simplesmente se tornar o animal que tanto odiamos e fosse para cima do nobre senhor que nem teve tempo de dar boa noite.
Ciúmes... sentimento que sempre me deixa com problemas, eu ODEIO quando demonstram ciúmes na minha frente, seja Nichola, Felix, Sebatjan, Sir Rômulo, sentimento nojento, só causa caos. Ciúmes significa falta de confiança ou confiança demais que se é “dono” daquilo ou daquela pessoa. Nichola fez isso na frente de Caesar St. Clair e admito que ele até mereceu, mas sou política, diplomacia é meu segundo nome, devo respeitar e lidar com todo o tipo de pessoa, além do mais, sei ser gentil mas sei me livrar dos tipinhos inconvenientes, posso assegurar a qualquer um que preciso de proteção em muitos aspectos, não nesse!
Quando Sir Rômulo levantou daquela mesa e sacou a espada de Félix eu tive vontade de fazer a mesma coisa com ele, mas imagina, que cena linda, um bando de animais entrando em frenesi, um seguido do outro, como se viéssemos dos baixos clãs, como uma matilha mal resolvida de gangréis... comportamento odioso, minha besta é treinada a ficar em silêncio enquanto ajo com razão, mas até quando? Preciso liberar minha raiva e espero que a hora que Sir Rômulo acorde ele esteja armadurado para me receber... ATITUDES IMPENSADAS, estou farta delas, muito farta... é a segunda em menos de vinte dias, tapas na minha cara silenciosos e indolores, fisicamente... arruinou minha estada na casa de Lord Gërlac, arruinou minhas futuras alianças em Dover, LÓGICO, eu também jamais me aliaria a alguém que não tem controle dos próprios servos, são sorrisos demais, intimidade demais, fico ressentida... DURANTE QUINHENTOS ANOS CONVIVI COM TODO TIPO DE VAMPIRO, A MAIORIA DELE CONSELHEIROS MEUS, DE TODOS OS CLÃS E NUNCA, NUNCA PASSEI POR UMA SITUAÇÃO TÃO VEXATÓRIA, TÃO ESDRÚXULA, TÃO ASQUEROSA... Brujahs, Mihaela, Félix, Vérica, nunca sequer levantaram a sobrancelha em direção de alguém que estive tratando ou à tratar comigo, porque alguém que está comigo há apenas algumas noites acha que tem esse direito? MINHA PROLE NUNCA ME ENVERGONHOU, mesmo jovem, Sebastjan nunca agiu dessa forma, Viktor também não o fazia, NINGUÉM NUNCA O FEZ, não será ele a fazer, não comigo.
Lord Mirus Moarte, agora estou em dívida com um Tzimisce que sequer conheço por causa de uma idiotice regida por ciúmes, prole estúpida, tem sorte de não ter que matá-la, isso acontece e me lembro de Viktor, era ciúmes que motivava ele, e eu tola caí nos encantos dele e tenho metade senão mais de culpa por tê-lo feito cometer tais atos, e abracei minha maldição e mandei MATÁ-LO! Por que a benevolência toma meu coração dessa forma? Deveria matar a menina dos olhos de Sir Rômulo e ele sentiria a punição em seu coração, mas não, eu prefiro resolver com palavras, elas fazem mais meu estilo de governar, não crio inimigos à toa, e tem a senhora de Sir Rômulo que viria dizendo que a “pequena não tem culpa”. Eu passei como fraca, na frente de Mithras e de Ângelus e de Miros e da corte toda de Dover... mas ergui minha cabeça e fui me desculpar, como se o meu ato tivesse muito efeito... eles sorriram por trás de suas caras de espantados, e estão gozando da vergonha que a prole mais nova de Mithras passou. Por que mesmo que eu preciso de Sir Rômulo perto de mim? Ah, acho que é porque ele é um cavaleiro cinzento e SERIA SÁBIO A ME DAR CONSELHOS SOBRE A TRILHA QUE SIGO, VOU MOSTRAR A SIR RÔMULO QUE ELE NÃO PRECISOU ABRIR A BOCA PARA ME ENSINAR MUITO, VOU FAZER ELE SENTIR O QUE ELE ENSINA, VOU FAZER ELE CONHECER A TRILHA DOS REIS DE UMA FORMA QUE ELE NUNCA VIU, NÃO SOU PIEDOSA O TEMPO TODO... ALGUÉM TERÁ QUE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE E EU ESPERO QUE MINHA BESTA FAÇA A FESTINHA COM O CULPADO... Algumas coisas estão me cansando já, e já de antemão vou me desculpar com meus queridos, eles não têm culpa e sei como são, estarão todos pensando a vergonha que “eles” me causam.  Agora, em relação a Lord Miros Moarte, eu espero que mais nenhum homem venha com graças para o lado dele, perdi a paciência para crises de ciúmes.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Longa Espera


Ano de 1230, Canterbury


Meu amado e querido Senhor, Sir Romulo Giovanni


Longas são as noites longe de ti, e frias as criptas sem tua presença.
Eu e as crianças sentimos sua falta, tu sabes disso, mas desta vez imagino que tenha sido a mais pesarosa e demorada ausência que nos faz passar meu amo.
Imagino que tua espada esteja trabalhando mais do que nunca, e tenho certeza que Lady Leona se julga afortunada por vossa presença, a protegendo, mesmo sabendo que os Ventrue não costumam valorizar devidamente nada que não tenha seu próprio sangue.
Como me ordenaste, cheguei a Canterbury há uma semana. É uma cidade estranha e perigosa meu senhor, onde a morte contrasta com a fé.
Há muitos homens do clero rondando a cidade e se não fosse nosso farto rebanho, estariamos, eu e vossas fieis Lamias, sucumbindo a sede e a besta, visto que é quase impossível caçar diante dos olhos atentos da ordem de Murneau.
Venho por meio desta dizer que quando chegares, estaremos esperando ansiosas e que vosso refúgio já está preparado e esperando para que possamos desfrutar de vossa presença.
Vossa Senhora, enviou para cá uma Lamia poderosa, de nome Lorrean, que diz estar aqui para protege-lo e servi-lo meu nobre cavaleiro. Eu disse a ela que isso não seria necessário mas ela insiste e isto inflama meus ciúmes mais do que deveria.
Espero que esteja tudo bem meu amado, e aguardo a noite que sentirei teu negro abraço mais uma vez.


Morta de saudades, tua criança.


Eliana Tzetiel

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cem anos de Perdão


Robin Hood. Esse era o nome temido na região de Yorkshire há mais de um século. O nome dado a um bravo ex-cruzado cansado da tirania dos nobres que roubavam até a ultima moeda dos já famintos camponeses para financiar suas luxurias e extravagancias. Ele era um fora da lei, espreitava com seu vasto bando nas florestas de Sherwood atacando comboios nobres e distribuindo seus espólios entre as vilas necessitadas e guardando um pouco, por que não, para sua própria riqueza.
Após décadas de tentativas frustradas, os nobres enfim respiraram aliviados ao saber que, Robin Hood não mais respirava. O que não sabem no entanto é que embora não mais respire, seu arco ainda atira flechas certeiras, agora contra o coração dos verdadeiros opressores. Os Cainitas.
Robin Leeland é um Brujah. Um neófito que ainda precisa aprender muito sobre sua natureza morta-viva, mas que correga consigo a bagagem de ter sido um dos maiores herois vistos pela humanidade.
Suas tropas continuam fieis a ele. Anos de guerrilha e combate nas cruzadas fazem de Robin em inimigo temivel, mesmo com sua pouca pós-vida. E a cada noite ele se aproxima mais de se tornar uma lenda também entre os mortos-vivos.
Sua cruzada contra os nobres apenas tomou um rumo mais profundo. Ele deixou de atacar os mortais e agora mira em seus mestres vampiros, os verdadeiros opressores da raça humana, com seus festins de sangue e seus abusos de poder.
Noites atrás, no entanto, Robin pode ter feito sem querer sua ação mais nobre, ou mais estúpida como um cainita.
Nada entra em Sherwood sem sua permissão. Nem mesmo um comboio cheio de Ravnos, ciganos e uma mulher estranha, mortalmente ferida carregando consigo alguma coisa valiosa demais para se arriscarem naquelas estradas.
Naquela noite, a mulher desapareceu, os ravinos foram estaqueados no sol e os ciganos mortos. nada além de algum ouro providencial fora encontrado na carroça, mas além disso, Robin encontrou uma espada velha e feia, de lâmina amarelada e com um pequeno cranio esculpido no cabo. Ele não faz a menor idéia do que tem em mãos, mas algo dentro dele diz que é valiosa demais. E ele sabe que logo alguém virá buscar. E mais uma vez, as defesas de Sherwood serão postas a prova.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Protegendo Tesouros


Ele sabia que causaria espanto, mas estava decidido.
Mithras colocou seus melhores homens para fazer o serviço, e preparou para si alguns itens antigos, uma armadura feita sob medida e sua velha espada.
A carruagem que levaria Leona e sua comitiva levaria também mais um passageiro. E este passageiro estava preparado para defender aquilo que quase perdeu há algumas noites.
O Matusalém sabia que não poderia ficar esperando por um ataque direto, sabia que o alvo era ele e que seus inimigos nunca mostrariam sua face se não os provocasse. Sabia também que a época de sua peregrinação estava se aproximando, já que era seu costume, uma vez a cada 5 anos, peregrinar pelo baronato, de cidade em cidade, sendo recebido por aqueles que governam em seu nome e aproveitando assim para verificar o andamento dos serviços, ordens e tratados. Em 600 anos, seria a primeira vez que ele o faria, logo por que não antecipar este período e unir o útil ao agradavel?
A Carruagem partiu sem que seus lacaios soubessem de sua ausência. Evdákia estava encarregada de vigiar Stefanos e reportar a ele tudo que sua prole traidora fizesse enquanto estava no comando de Londres. Sim, era algo arriscado, mas isso daria a ele também a chance de descobrir quem estava por trás de toda a conspiração. A cruz de Acre faria sim, muitas novas vítimas, mas nenhuma delas que não merecesse tal destino. Mithras fez questão de passar com sua comitiva a metros da mansão de Madamme Gill, onde os cavalos brancos já se aproximavam com seus cavaleiros cheios de tochas, levados até ali por um bilhete misterioso.Mais um ato tirano, ele sabe. Leona se espantaria outra vez. Mas um dia ela entenderia o sabor da vingança.
Como esperado, seus inimigos mostraram a face em meio a escuridão. Deveriam ser seres poderosos pois Mithras fez questão de emanar sua aura de comando e sua majestade por todo o caminho. Para sequer olhar para a carruagem, era necessário que fosse algo poderoso o bastante. E era.
Houve uma batalha sangrenta. Primeiro, Mithras deixou que seus lacaios e os protetores de sua Prole lutassem. Afinal eram talentosos e se o inimigo pudesse ser derrotado sem que ele revelasse sua presença, seria melhor. Mas não foi isso que aconteceu.
Era um demônio. Uma criatura com asas de morcego enormes e um corpo feminino capaz de causar luxuria até mesmo em um cadáver.
O matusalem sacou a espada e o que se viu foi uma demonstração de puro poder e habilidade. A criatura agora estava em maus lençois e percebeu isso quando Mihaela, Sir Romulo e safiya uniram suas forças sob o comando Marcial impecável de Mithras. Cada um avançou em uma posição, e o ser só escapou quando desistiu do objeto que carregava para desaparecer em uma nuvem asquerosa de enxofre.
Nenhum ferimento grave, Leona sã e salva e ainda possuiam uma adaga de lâmina vermelha que ardia ao toque. Safiya logo a identificou como mágica e amaldiçoada, ao que Mithras sorriu e disse que mesmo amaldiçoada, seria util para caçar os malditos demônios.
A primeira parada de sua peregrinação seria Dover. Lá seu velho amigo Angelus Gërlach o receberia com uma grande festa. Eles assistiriam ao belo recital da prole mais nova do Malkaviano cujos comentários sobre sua beleza e de sua música corriam a Europa. Ali, ele e sua prole compartilhariam momentos de paz. E logo que anoitecesse, ele a deixaria sã e salva em Canterbury para continuar suas visitas aos baronatos. Tudo sob controle, tudo sob sua proteção. Assim deveria ser. E assim será.

Faça você mesmo...


Me lembro da minha mãe, quando eu era criança... faz quinhentos anos e eu ainda escuto a voz dela ecoando pela cozinha, vindo correndo de algum canto da casa, assustada com o cheiro de comida sendo perfeitamente queimada, ela gritando e chacoalhando as mãos e jogando aquilo fora... eu me lembro que eu estava chorando ela me olhava com um olhar severo e repetia sempre a mesma frase: “Quer algo bem feito, faça você mesmo.”
E agora, seguindo para Canterbury, olho para Sebastjan sentado de frente para mim e me lembro dela, confiei em minha “jovem” prole e ele habilmente queimou o almoço. Agora eu terei que refazer tudo... deixar as coisas nas mãos de Hannibal não me agrada muito mas é melhor do que deixar nas mãos da criança que não sabe governar. Ele não entende como é ter o capricho em cuidar de algo, manter e melhorar, construir muitas coisas do zero e confiar que alguém que foi criado por você possa substituí-lo em caso de necessidade... espero que Mihaela possa fazê-lo entender... talvez minha mágoa nunca passe e talvez eu nunca o perdoe, mas eu o amo e tenho que aceitar que as crianças erram assim como minha mãe fazia comigo, quando a raiva dela passava ela secava minhas lágrimas e me colocava ao lado dela, vendo mais uma vez como tudo era feito. Hora de repetir a lição, Sebastjan ficará mais quantos anos forem necessários aprendendo a governar, Canterbury é a Croácia, a diferença de uma para outra é simples, a Croácia, Sebastjan não viu nascer, Canterbury ele vai ver como é lidar com algo em completo caos.
Mas assim como minha mãe tinha que começar o almoço denovo, eu começarei denovo... Canterbury é o lugar perfeito, pessoas diferentes entram e saem todos os dias e entre elas, eu tenho certeza, que estará a minha mais nova e brilhante estrela, uma pobre com espírito forte, marginalizada por conta de sua capacidade política, uma moça que nasceu para ser rainha mas que nasceu nas sarjetas, uma política e não uma rebelde, alguém que seja capaz de aprender a governar e aceitar que existem diferenças, problemas, opiniões distintas, ou seja, uma nobre de espírito e inteligente, alguém que poderá me substituir caso seja necessário, alguém que possa me ajudar quando me faltar aquela peça para governar, alguém que será sábia para me ajudar a lidar com problemas políticos, assim como Nichola já faz tão bem, mas essa moça, certamente assumirá onde eu não estarei, eu farei dela uma exímia governante, alguém que “transpareça minha autoridade” seja em Canterbury seja na Croácia, alguém que terá Notreville em seu sobrenome e governará como Leona.