terça-feira, 21 de agosto de 2012

Enfim, um tempo onde um louco pode se sentir em casa


Tudo tão diferente e ao mesmo tempo tão sedutor.
Evidakia levou algumas noites para assimilar o novo paradigma, mas agora ela não sabia por onde começar. Era tudo tão novo, tão luminoso, tão excitante, tão Perfeito.
Enfim uma era de luz, onde os cainitas podiam mesmo que artificialmente se lembrar de como era a luz do dia. Não mais viver nas trevas, não mais aquele ser moribundo e morto.
Os perfumes, as músicas, os automóveis, os inventos.
Evidakia teve de se sentar e parar por alguns instantes. Seus servos lhe trouxeram roupas modernas como ela havia ordenado. Ela usou o olho do caos para uma combinação e gostou do que viu no espelho. Esta era uma era do corpo. O sexo exalava no ar, a noite era tão excitante que ela não precisava mais sentir sede para amar...
Amor...ela precisava ser rápida. Mithras sumira e ela não conseguia nem ao menos rastreá-lo.
Mais uma vez a matusalém desperta para cumprir sua missão eterna. mas estes tempos tem a mesma quantidade tóxica de perigo quanto de sedução. Leona precisa saber de seus sonhos e visões, e céus eram tantos!
A carruagem voadora do tamanho de seu castelo na Grécia decolou rumo a cidade dos jogos, uma babilônia de luzes, sexo e morte.
Ah a eternidade! Só a odeia quem não a possui.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

V.I.P


Zagreb Post, Agosto de 2012

Herdeiro Real, Principe Hugo Kreshmir comparece a festa em Comemoração aos 1300 anos de Nichola: O Grande

Um convite direto do Marechal das forças armadas não é algo que se recuse, mesmo se sendo um jovem bilionário, herdeiro direto da família Real Croata e um dos homens mais desejados da Europa.
Hugo Kreshmir chegou a Vegas em seu avião particular, acompanhado da belíssima Simonne, sua noiva. Os dois posaram para fotos e seguiram na comitiva do Marechal para o grande Cassino onde aconteceria a grande festa de comemoração dos 1300 anos de nascimento de Nichola Kreshmir, fundador da família, do Império e primeiro Rei da Croácia. 
Se o país ainda fosse uma monarquia, por direito Hugo seria o Rei, mesmo assim ele desfruta da herança e das regalias ainda dadas aos descendentes da família real, o que nunca o fez ser um homem acomodado, muito pelo contrário. Hugo cuida diretamente da administração do departamento de História Nacional da Tribo Croata, na Universidade de Zagreb e coleciona prêmios e vitórias.
A bela Simonne por outro lado, é uma incógnita. Plebéia de nascença, a brilhante jovem é uma das mais renomadas especialistas no campo da matemática, sendo considerada um gênio ao avançar em estudos conjuntos com físicos e arqueologos sobre dados e códices antigos, datados da pré-história e que dizem muito sobre os homens que viviam nas terras Dálmatas antes de tudo.
Quando perguntado o por que de uma data tão importante para a Croácia ser comemorada fora do país, o Marechal Sebastijan Kreshmir foi direto. "Nossas maiores conquistas estão acontecendo fora do País, nossas maiores vitórias foram em campos onde nunca se imaginaria que um croata chegaria, nada mais justo do que aproveitar esta data para mostrar ao Mundo nosso orgulho, e por que não, compartilhar de nossa alegria com o mesmo."

Números e Sangue


Tão perto.

Juca quase conseguira se materializar. A explosão havia feito seus poderes ficarem descontrolados e vagar pela rede sem rumo fora o menor de seus problemas.
Usar a entropia para se comunicar com um equipamento aleatório se mostrou sábio, e no mínimo engraçado. Parecia ser um vampiro, pelo porte e marra, e não parecia tão familiarizado com computadores e máquinas quanto ele imaginava que seria.
Y=5
Por que diabos esse pedaço de equação flutuava por sua cabeça ele não sabia, mas sabia que aquilo estava nela. Uma emanação de entropia, tempo e matéria, mas com uma carga de primórdio isolada no sangue que vem sido a obsessão da tecnocracia e que até onde ele entendeu, fora o botão que detonou a bomba de Grey Rose. A morte dos aprendizes passa por aquela vampira mas não é culpa dela, pelo menos não que ele saiba.
Juca sentiu a feiticeira rondando, era hora de se tornar bytes novamente e brincar com outro bobo. 
O Vampiro tinha seu bilhete de loteria, agora era esperar que os cálculos aleatórios no caos das mentes daquele lugar produzisse algum resultado. A equação Humana eles diziam, mas Juca Bala não tinha mais quase nada de humano. Seus aprendizes pagaram para que a tecnocracia descobrisse um número, um maldito número sujo de sangue, e que ironia, ele foi parar justamente entre os vampiros.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Novas Regras


Esse é o novo Universo "Grey Rose"


Isso é relativo afinal como vocês (principalmente a Leona hehe) perceberam, minha querida cidade foi pelos ares.
Isso não foi um surto de loucura e sim um fim previsível, afinal, com tantas bombas relógios e seres apelões em um único lugar, isso teria de acontecer um dia.
No entanto, a cidade foi destruida (pelo menos por enquanto) mas o universo está mais forte do que nunca, e mais detalhado.
Sweet Heresy foi um marco para a minha experiência como narrador, afinal finalmente consegui narrar uma crônica (na maioria das vezes) nos parâmetros da White Wolf e entender que as regras estão lá não para serem restrição a nossa criatividade e sim assegurar um jogo equilibrado e muito mais cheio de possibilidades. Fico muito feliz por isso e agradeço por terem comprado a ideia.
É muito gratificante começar um personagem no ano 700 e chegar ao ano 2000 com profundidade e cheio de histórias de evolução para contar.
Voltando ao nosso universo. O desafio de narrar uma crônica 100% Crossover é antigo, algumas tentativas foram feitas mas não deram muito certo, mas agora posso dizer que tenho as ferramentas e a experiência necessária pra isso. E uma crônica crossover precisa começar com um grande acontecimento.
Vamos a algumas informações que talvez estejam causando curiosidade, pelo menos nesse inicio.


1. Sim Grey Rose foi destruida e não pretendo fazer com que ela volte tão cedo (isso vai depender dos jogadores, inteiramente.)


2. Sim, Dark foi destruido, definitivamente. Não é como na Marvel e o espírito dele não está no inferno, ele foi morto, derrotado e não existe mais. (mais uma vez, se houver qualquer possibilidade de um retorno, cabe aos jogadores, se houver interesse, descobrir)


3. Balbuzatta também foi destruido.


Isso não significa que Grey Rose deixará de ser um personagem nesse universo. Ha muito o que contar e descobrir sobre o que levou a essa destruição e o por que.


Enfim, isso é apenas o começo de tudo. Terei muito tempo pra organizar essa nova abordagem a começar pela história. prometo algo que vocês nunca viram com o clima que vocês tanto gostam. A imagem diz bastante coisa sobre a ponta do iceberg.


Espero que tenham gostado de Sweet Heresy e voltamos a esse universo depois de algumas histórias com Dragões, Cavaleiros, magia e castelos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fim de Uma Era (Parte V)



Aramel era puro ódio. Ela sabia que em milênios aquilo que escorrera de seus olhos eram puro fingimento. Apenas duas vezes em toda sua existência como arauto de Deus e Succubus banida ela chorou de verdade. A primeira foi quando chegou ao inferno pela primeira vez. E a segunda, quando seu amado Raziel morreu.
Morrer é um termo tão estranho para se usar para um demônio. Mas Raziel não era um demônio e sim um Damphir. Poucos sabiam de sua origem, muitos acreditavam que ele conseguira roubar os poderes de três príncipes infernais para estar onde esteve e roubar a divindade de Balbuzatta para assombrar o Mundo.
Ela tinha como missão salvar seu amado das investidas do inferno e do Céu, pois ela sabia que ele seria a chave para a reconciliação. Não mais.
A batalha acontecia de forma furiosa enquanto os lacaios da vampira instalavam a bomba em algum lugar de Grey Rose. Balbuzatta e Dark travavam uma luta adiada ha milênios e suas espadas trovejavam umas contra as outras. A zummer corp foi sendo arrasada, andar por andar, fogo e explosões enquanto o povo de Grey Rose corria para fugir da morte.
Aramel avançara contra os lacaios de Balbuzatta com ferocidade, mas eram todos muito poderosos. As irmãs de cain eram quase invencíveis, e a teriam destruido se não fosse o desgraçado.
A destruição veio dos Céus, na bela forma do anjo Laoviah...
Sua espada ceifou o corpo de Balbuzatta e atravessou o coração de Raziel quase ao mesmo tempo...Ele sorria, aliás, os dois sorriam.
Aramel nunca irá entender aquele sorriso...seria alívio? Seria para ela, um sorriso de amor e de adeus?
Dark se foi, Grey Rose também. E não é apenas um truque ou uma artimanha.
A luz verde varreu Grey Rose e Aramel apenas abriu suas asas e se deixou queimar até ser carne e ossos fumegantes.
O pequeno traidor, que entregou Dark a seu algoz depois de séculos de ensinamentos, Daizuke, profeticamente chamado de maldição, este agora fuma um charuto com o crânio do pai em uma estante de diamantes. Tacila, Shadowsoul...desaparecidos ou mortos, pouco importa.
Em breve, ele irá pagar cada centavo deste ato hediondo. Ele, Laoviah, As irmãs de Cain e quem quer que se oponha a sua vingança.
Afinal, agora, ela não tem mais a quem proteger.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Fim de Uma Era (Parte IV)


A barata deu o aviso tarde demais. Ou pelo menos Rush demorou para ouvi-lo. Estava velho demais ele pensou, seus sentidos não eram mais os mesmos e a Wyrm estava cada dia mais esperta.
Mesmo para um Andarilho do Asfalto o mundo estava andando rápido demais, a Weaver não tinha mais para onde tecer sua teia e Gaia só podia esperar pelo apocalipse.
A umbra estav cheia de garous em fuga, a energia nuclear faria do mais poderoso auron cria de fenris um grande pedaço de manteiga verde. Não havia nada o que fazer. A reserva tentou resistir, mas seus guardiões suicidas só tiveram tempo de gritar o nome de Gaia antes de virar cinzas. Em seu lugar, um caern pulsante e corrompido com o totem maldito de Hiroshima, nunca mais Gaia terá controle sobre aquele lugar.
Neste exato momento o Rei Albretch avança contra Baba Yaga, ele chora por não ter conseguido evitar a detonação e sua matilha luta com mais fúria do que ele poderia apenas imaginar.
Mas Rush Dalton é apenas um Elder entre muitos, velho, cansado e inútil. Sua seita se desintegrou com a cidade e os poucos a quem conseguiu tirar com seus dons estão traumatizados. São apenas filhotes.
Kiya ainda não tinha retornado com notícias das matilhas de Seattle e nem com a localização de Rabo-que-fede, era um mal sinal. Todos mortos?
Erika tentava consolar o pai, mas Rush havia tomado sua decisão. Quando tudo isso terminasse, ia fazer o ritual do velho lobo e partir para o Reino Tecnológico da Weaver. 
Ele ouviu um dos filhotes fazer uma piada idiota, ele dizia que em Grey Rose agora só sobraram as baratas. Rush pegou o moleque pelas orelhas e desferiu um belo cascudo em sua cabeça dizendo que muitos irmãos lupinos haviam morrido naquela tragédia.
Foi então que o velho Andarilho sorriu. Onde estava o velho ragabash e seu senso de humor? Sim, só as baratas haviam sobrevivido. E Ele entendera o recado.

Fim de Uma Era (Parte III)



Ela não tinha notícias de ninguém.
Dois dias antes, Nehssa esteve no Alquimia. Investigava uma rede de tráfico de escravos em Grey Rose, como de costume e havia parado para tomar uns drinks. A vida de vigilante era desgastante e cansativa e principalmente em Grey Rose, onde ela desmantelava uma quadrilha e no dia seguinte duas surgiam em seu lugar. As coisas começaram a ficar pior com as Baratas. Esses malditos chegaram a cidade para contribuir com tudo o que ela tinha de pior e eram dificeis de pegar. Rose dizia que ela deveria desistir, que era como enxugar gelo, que a criminalidade em Grey Rose nunca iria acabar apenas por que uma fada maluca bancava o Batman na cidade, batendo em criminosos e salvando inocentes, que, segundo ela em Grey Rose não podia se ter tanta certeza assim dessa inocência.
Mas não importava, para Nehssa era tudo pelas crianças. Ela podia ver os olhos desesperados quando ela as libertava, olhos como os dela, quando aquele horror acontecia. Só o fato de saber que aquelas vítimas estavam a salvo já era gratificante.
No Alquimia ela escutou uma história engraçada sobre um poder faérico tão grande que andou pela cidade que explodiu os freeholds e espalhou quimeras por toda a parte. Ela podia ver as marcas de mordidas e patas do exército de esquilos brancos que "plopou" do balefire do Alquimia e saiu pela porta se espalhando pela cidade, pra depois desaparecerem tão do nada quanto surgiram.
No entanto tudo estava perdido. De uma só vez tudo aquilo pelo que ela lutava desapareceu. Não haviam mais criminosos para espancar, nem vítimas para salvar. Todos mortos e queimados como formigas.
Será que sua irmã e seu irmão estavam bem? E os amigos do Alquimia? Bunny, Asfin, Norah e as irmãs que andavam com ele...


A Shide pegou as chaves da moto e acelerou para o aeroporto. Ela não queria admitir mas eram lágrimas e não suor que turvavam sua visão. Aquilo tinha de ser vingado e aquelas almas tinham de receber justiça. "Se eu quisesse acabar com o crime com uma bomba atômica" ela pensou "eu mesma a teria jogado."